Golpista destrói sonhos de meninas que queriam ser modelos em Marataízes

Recibo de pagamento efetuado ao golpista que se passava por agenciador de modelos | Foto: TV Gazeta Sul

O sonho de se tornar modelo passou a ser frustração para dezenas de meninas, moradoras de Marataízes. Um homem, que se apresentava como dono de uma agência de modelos, prometeu curso, certificado e até desfiles promocionais. Um dos eventos chegou a acontecer, mas após ter recebido o dinheiro das famílias e patrocinadores, o suspeito desapareceu.

O drama das famílias começou em setembro do ano passado. A doméstica Sueli Ferreira contou que o golpista chegou na cidade com a proposta de qualificar as meninas e a filha dela foi uma das vítimas. “Era um sonho de modelo. Ele falava que ela ia desfilar para fora, posar em revistas e até aparecer na televisão”.

O homem pedia R$100 por modelo e ainda falava que se a família conseguisse a participação de mais meninas, ganharia um desconto nesse pagamento.

Um dos desfiles prometidos chegou a acontecer, em outubro do ano passado. Porém, no segundo evento, até os patrocinadores caíram no golpe. Dono de uma academia, Felipe Jordão chegou a patrocinar, pagar para a filha participar e ainda cedeu o espaço para que o estelionatário desse o curso para as meninas.

“Além de mim, outros quatro empresários foram lesados. Paguei R$500 de patrocínio e ainda R$250 para minha filha desfilar”, comentou Jordão.

A dona de casa Margarethi dos Santos começou a desconfiar do agenciador. “No dia 20 de janeiro meu sobrinho ia se casar no mesmo lugar que iria acontecer o desfile. Perguntei a ele e começou a desconversar e não teve desfile. Depois disso, a gente liga no celular dele e só dá caixa postal”, revelou.

CASO DE POLÍCIA

Desde o dia 16 de janeiro o suspeito não foi mais localizado pelas vítimas. Elas buscaram a delegacia do município e registraram um boletim de ocorrência. A Polícia Civil de Marataízes informou que já iniciou diligências acerca do caso. Até o momento, ninguém foi detido.

Denúncias que colaboram com o trabalho da polícia podem ser feitas por meio do Disque-Denúncia 181, o sigilo e anonimato são garantidos.

Fonte: Gazeta online